05/12/2016
05/12/2016 07h00 - Atualizado em 05/12/2016 11h17 Indústria mantém queda, mas dá sinais de recuperação no Sul de Minas

O desempenho da atividade industrial no Sul de Minas começou a dar sinais de que pode melhorar nos próximos meses. Segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a queda nos níveis de faturamento, produção, horas trabalhadas e massa salarial ainda é acentuada, mas apresenta uma leve recuperação após nove meses de quedas consecutivas. O levantamento reflete o período que vai de janeiro a setembro deste ano.

"A gente não pode falar em recuperação ainda, mas, principalmente, pelos dados de faturamento, a gente percebe que, no acumulado, há uma redução cada vez menor. Não há uma recuperação, mas está piorando menos", explica a analista de estudos econômicos da Fiemg, Daniela Araújo Costa Muniz. "Há uma desaceleração na queda, o que não deixa de ser bom", avalia.

A Fiemg não divulga quantas empresas foram ouvidas para compor o levantamento nem faz comparativo entre cidades. Mas o resultado consolidado dá uma dimensão de como a segunda maior economia dentro do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais tem se comportado diante do atual cenário de recessão.

05/12/2016 07h00 - Atualizado em 05/12/2016 11h17

Indústria mantém queda, mas dá sinais de recuperação no Sul de Minas

Segundo Fiemg, cenário está melhor, mas ainda não há recuperação.
Faturamento real das empresas acumulou redução de 6,3% até setembro.

 

Daniela AyresDo G1 Sul de Minas

O desempenho da atividade industrial no Sul de Minas começou a dar sinais de que pode melhorar nos próximos meses. Segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a queda nos níveis de faturamento, produção, horas trabalhadas e massa salarial ainda é acentuada, mas apresenta uma leve recuperação após nove meses de quedas consecutivas. O levantamento reflete o período que vai de janeiro a setembro deste ano.

"A gente não pode falar em recuperação ainda, mas, principalmente, pelos dados de faturamento, a gente percebe que, no acumulado, há uma redução cada vez menor. Não há uma recuperação, mas está piorando menos", explica a analista de estudos econômicos da Fiemg, Daniela Araújo Costa Muniz. "Há uma desaceleração na queda, o que não deixa de ser bom", avalia.

A Fiemg não divulga quantas empresas foram ouvidas para compor o levantamento nem faz comparativo entre cidades. Mas o resultado consolidado dá uma dimensão de como a segunda maior economia dentro do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais tem se comportado diante do atual cenário de recessão.

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Segundo Fiemg, cenário está melhor, mas ainda não há recuperação. (Foto: Reprodução / TV Globo)Segundo Fiemg, cenário está melhor, mas ainda não há recuperação. (Foto: Reprodução / TV Globo)

O relatório apresenta percentuais de faturamento, horas trabalhadas, nível de emprego, utilização da capacidade instalada da fábrica e massa salarial (que considera valores ganhos com salários, direitos e benefícios trabalhistas, como 13º, horas extras e abonos). Por ele, é possível observar que o setor de alimentos apresentou uma pequena reação no mês de setembro e que o emprego voltou a ficar positivo nos setores de produtos minerais e máquinas e equipamentos elétricos.

"A queda atingiu a indústria de transformação de modo geral, mas o setor de alimentos apresentou tendência a desacelerar menos. É preciso considerar que esse é um setor de bens essenciais, o que em parte explica esse desempenho. Quando há períodos de crise econômica, as pessoas costumam deixar de comprar outras coisas para comprar alimentos", observa a analista.

Os dados do terceiro trimestre de 2016 mostram que a retração no faturamento no setor de alimentos foi de 14,5% entre janeiro e setembro, comparando-se com o mesmo período de 2015. O segmento de massas e biscoitos foi o que mais pesou no resultado. No entanto, houve aumento na utilização da capacidade instalada (UCI) das fábricas durante o mesmo período (de +6%) e, no comparativo entre setembro e agosto, as vendas cresceram 5,4%- são esses fatores que, de acordo com a Fiemg, podem indicar alguma reação econômica em meio a meses de perdas.

Segundo levantamento da Fiemg, embora desempenho do setor industrial ainda seja negativo no Sul de Minas, queda nas vendas sofre desaceleração (Foto: Reprodução/Fiemg)Segundo levantamento da Fiemg, embora desempenho do setor industrial ainda seja negativo no Sul de Minas, queda nas vendas sofre desaceleração (Foto: Reprodução/Fiemg)

Geração de empregos
Já no setor de produtos minerais, a recomposição do quadro de funcionários das empresas de produtos cerâmicos não-refratários teve impacto sobre o nível de emprego, que cresceu +1,5% na região nos nove primeiros meses do ano, enquanto o desempenho do Estado ficou em -3,5%. Apesar disso, o faturamento acumulado até setembro permaneceu negativo no Sul de Minas, com queda de 5,4%.

No setor de máquinas e equipamentos elétricos, o emprego também aumentou (+4,1% contra -9,6% em MG) mesmo com a redução das vendas (-7,1%). Já no setor de veículos automotores, a retração na venda de autopeças no mercado nacional impactou negativamente no desempenho das fábricas locais. De acordo com a Fiemg, o emprego recuou -15,5% entre janeiro e setembro e o faturamento ficou em -17,3%.

Ainda que sutil, números apontam melhoras nos níveis de contratação e vendas na indústria do Sul de Minas (Foto: Arquivo/EPTV)Ainda que sutil, números apontam melhoras nos níveis de contratação e vendas na indústria do Sul de Minas
(Foto: Arquivo/EPTV)

Retomada sutil nas contratações
Relatórios anteriores apresentados pela FJP e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, reforçam também que, ainda que tímida, a indústria dá indícios de uma futura recuperação.

Na quinta-feira (30), o desempenho econômico do país referente ao terceiro trimestre foi divulgado e ficou em -0,8%, piorando as perspectivas sobre o fim da recessão; o PIB mineiro para o período de julho a setembro só deve sair na segunda quinzena de dezembro.

Em Minas Gerais, o PIB do segundo trimestre (publicado em setembro e o mais recente elaborado pela FJP) aumentou em 0,1%, enquanto o indicador brasileiro apresentava retração de 0,6%. Para o Estado, o desempenho da indústria pesou favoravelmente, confirmando o setor de alimentos como carro-chefe, conforme a fundação.

Mais especificamente na indústria sul-mineira, dados do Caged mostram que as demissões perderam o ritmo. Comparando-se outubro de 2016 com outubro de 2015, o saldo entre número de desligamentos e contratações das fábricas foi de - 2.646 trabalhadores, dos quais apenas 8,5% foram registrados entre janeiro e outubro deste ano.

Entre as 10 maiores economias da região, Passos teve o melhor saldo de empregos de janeiro a outubro. Das 577 contratações no período, 317 foram na indústria.

Passos foi a cidade com o maior saldo de contratações no setor industrial do Sul de Minas nos 10 primeiros meses de 2016, segundo o Caged (Foto: Arquivo/EPTV)Passos foi a cidade com o maior saldo de contratações no setor industrial do Sul de Minas nos 10 primeiros meses de 2016, segundo o Caged (Foto: Arquivo/EPTV)

Sul de MG responde por quase 10% da indústria estadual
De acordo com a FJP, a indústria representa 30,7% da economia mineira. Ainda conforme a fundação, o Sul de Minas contribui com 9,6% do capital gerado nesse segmento. Apenas a indústria corresponde a 24,1% do PIB regional, com destaque para as cidades de Poços de Caldas (MG), Pouso Alegre (MG), Extrema (MG), Varginha (MG) e Itajubá (MG), que respondem por quase metade do PIB da região, segundo o relatório de 2015, o mais recente publicado pela (G1.com/suldeminas)

 
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